Home equity movimenta bilhões com juros altos, mas exige cautela redobrada.

O mercado de crédito brasileiro registra uma forte expansão no uso de bens imobiliários para obtenção de recursos financeiros mais baratos, impulsionado por um cenário econômico desafiador.

A modalidade conhecida como home equity movimentou expressivos R$ 6,67 bilhões no primeiro semestre de 2026, representando um crescimento de 30,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Especialistas alertam para a necessidade de planejar o orçamento antes da contratação, conforme informação divulgada por Info Credito.

Como funciona o home equity na prática

Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que o valor médio dos empréstimos atingiu R$ 267 mil, com um prazo médio estipulado em 13 anos.

O montante contratado corresponde, em média, a 33% do preço do bem oferecido como garantia, indicador conhecido no setor financeiro como loan to value.

Vantagens frente aos juros do Banco Central

O avanço da modalidade acontece em um momento em que a taxa média das operações de crédito livre para pessoas físicas chegou a 64% ao ano em junho, segundo dados do Banco Central.

Ao utilizar um bem como segurança para o pagamento, o tomador consegue juros inferiores aos praticados no mercado e prazos mais longos para quitar o saldo devedor.

Riscos e cuidados na contratação

Especialistas ouvidos pelo InfoMoney destacam que a principal contrapartida dessa linha de crédito é o risco real de perder o bem em caso de inadimplência.

Antes de assinar o contrato, o consumidor deve avaliar minuciosamente o custo total da operação, a finalidade exata do dinheiro e a real capacidade de pagamento mensal.

Perguntas Frequentes

O que é o empréstimo com garantia de imóvel?

É uma modalidade de crédito onde o tomador oferece um bem quitado ou em fase de pagamento como segurança para a instituição financeira, obtendo juros mais baixos.

Qual foi o crescimento do home equity em 2026?

O setor movimentou R$ 6,67 bilhões no primeiro semestre de 2026, registrando um aumento de 30,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Abecip.

Quais são os principais riscos da modalidade?

O maior risco é a perda definitiva do bem dado em garantia para o banco caso ocorra inadimplência no pagamento das parcelas mensais do contrato.