Antigos espaços de comércio nos Estados Unidos se transformam em áreas de convivência para os jovens.
Os tradicionais centros de compras nos Estados Unidos estão passando por uma grande transformação em sua dinâmica diária, deixando de ser apenas locais focados exclusivamente no consumo e se tornando verdadeiros pontos de encontro para o público jovem.
A mudança altera a percepção sobre a utilidade de estruturas clássicas dentro dos edifícios comerciais, como os sofás localizados do lado de fora dos provadores, historicamente vistos como áreas de menor produtividade comercial e sem geração direta de margem de lucro, conforme informação divulgada por INFOMONEY.
Especialistas em antropologia do varejo apontam que a permanência prolongada de acompanhantes nesses espaços estimula os compradores principais a passarem mais tempo circulando pelos estabelecimentos comerciais norte-americanos.
O papel dos sofás nos shoppings
Durante décadas, os assentos posicionados estrategicamente próximos às cabines de prova funcionaram como um mero ponto de espera para acompanhantes exaustos carregando pilhas de sacolas e com tempo de sobra enquanto aguardavam os consumidores.
O renomado especialista Paco Underhill, autor do livro lançado em 2004 intitulado Call of the Mall, cunhou um termo famoso para definir essa figura presente em centros comerciais de mais de trinta países ao redor do mundo, chamando o acompanhante de estacionamento para pets de duas pernas.
Antropologia do varejo nos Estados Unidos
Segundo Paco Underhill, frequentemente reconhecido como o padrinho da antropologia do varejo, essa figura de suporte pode ser representada por um namorado, uma mãe ou até mesmo um avô durante o passeio pelo centro de compras na América.
O especialista explicou em entrevista ao portal Fortune que, ao garantir um sofá confortável para esse acompanhante, o comprador principal tende a estender sua permanência dentro do centro comercial americano, beneficiando indiretamente o movimento geral.
Nova dinâmica para a Geração Z
A presença expressiva da Geração Z ressignifica esses espaços públicos internos, transformando zonas tradicionalmente ociosas em locais de convivência social, socialização e integração urbana nos Estados Unidos.
Com a nova postura dos frequentadores mais jovens, a arquitetura e o planejamento dos centros de compras precisam se adaptar rapidamente para atender a essa demanda por convivência, superando o conceito antiquado de focar apenas na transação financeira.
Perguntas Frequentes
Por que os shoppings dos EUA estão mudando?
Os shoppings dos Estados Unidos estão mudando porque a Geração Z está transformando esses espaços em pontos de encontro, valorizando a convivência além das compras tradicionais.
Quem é Paco Underhill no varejo?
Paco Underhill é um especialista em antropologia do varejo que trabalhou em mais de trinta países e escreveu o livro Call of the Mall em 2004.
Qual é a função dos sofás nos shoppings americanos?
Os sofás servem para acomodar acompanhantes de compradores, estratégia que, segundo especialistas citados pela INFOMONEY, faz o consumidor passar mais tempo no local.

