Investidores apostam em Fabio Schvartsman e na redução da dívida da siderúrgica

Os títulos em dólar da Companhia Siderúrgica Nacional registraram forte valorização nos mercados internacionais desde o início de setembro. A reação positiva dos investidores ocorreu após o anúncio de Fabio Schvartsman como o novo CEO da gigante do aço, substituindo Benjamin Steinbruch.

A mudança na liderança é vista pelo mercado financeiro como um marco para destravar o ambicioso programa de venda de ativos da companhia. O objetivo principal da nova gestão é acelerar os desinvestimentos para conter a pesada alavancagem financeira que pressiona o balanço da empresa há anos, conforme informação divulgada por Info Credito.

Desde o anúncio oficial feito em 2 de setembro, os papéis da siderúrgica acumularam alta média de 5%. A indicação de um executivo externo à família controladora simboliza uma fase de reestruturação e maior foco na simplificação dos negócios, segundo analistas do setor.

Impacto da gestão de Fabio Schvartsman na CSN

A escolha de Fabio Schvartsman foi bem recebida por bancos credores e acionistas por causa de seu histórico em grandes empresas. O executivo já comandou a Vale e a fabricante de papel Klabin, onde conduziu períodos de incerteza e grandes projetos.

Especialistas apontam que o novo CEO tem capacidade de negociar com firmeza e acelerar os acordos. A expectativa é que a cobrança por resultados rápidos ajude a conter a trajetória de alta na alavancagem da companhia brasileira.

Avanço na venda da unidade de cimentos e ativos

O programa de desinvestimentos inclui a unidade de cimentos, cujo processo de negociação está mais adiantado. Grandes empresas como Huaxin, Votorantim e Polimix apresentaram propostas vinculantes de cerca de R$ 11 bilhões cada uma.

A CSN também busca negociar a Stahlwerk Thuringen, sua unidade siderúrgica na Alemanha adquirida em 2012. Além disso, a companhia avalia vender ativos de infraestrutura separadamente para obter melhores condições de liquidez.

Desafios financeiros e dívida líquida elevada

Apesar da alta recente nos títulos, a situação financeira da CSN exige cautela e execução rápida dos planos. No último trimestre, a empresa registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 773 milhões, acumulando dez trimestres no vermelho.

A dívida líquida atingiu R$ 42,1 bilhões no final de junho, elevando a alavancagem para 3,5 vezes o Ebitda. Analistas ressaltam que a recuperação completa dos papéis depende diretamente da efetiva conclusão das vendas de ativos planejadas.

Perguntas Frequentes

Quem é o novo CEO da CSN?

O novo CEO da Companhia Siderúrgica Nacional é Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale e da Klabin, anunciado em 2 de setembro.

Por que os títulos em dólar da CSN dispararam?

Os papéis subiram cerca de 5% porque investidores apostam que o novo CEO conseguirá acelerar a venda de ativos e reduzir a dívida da empresa.

Quais ativos a CSN está vendendo?

A companhia negocia a venda de sua unidade de cimentos, da siderúrgica alemã Stahlwerk Thuringen e de ativos de infraestrutura.

Qual é a situação financeira atual da CSN?

A empresa registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 773 milhões no último trimestre e possui uma dívida líquida de R$ 42,1 bilhões.