Moeda japonesa recua frente ao dólar mesmo com elevação da taxa de juros pelo Banco do Japão.
O mercado cambial registrou forte volatilidade nesta sessão, com o dólar operando sem direção única frente às principais moedas globais. A movimentação ocorreu logo após o Banco do Japão anunciar a elevação de sua taxa básica de juros de 1% para 1,25% ao ano.
A decisão da autoridade monetária japonesa foi aprovada pelo placar de sete votos a dois entre os dirigentes. No entanto, o ajuste de juros não foi suficiente para sustentar a cotação do iene, que acabou acumulando perdas expressivas ante a divisa norte-americana.
O impacto dessa decisão repercutiu imediatamente nos mercados internacionais, conforme informação divulgada por INFOMONEY. O cenário reflete também a cautela dos investidores em relação aos próximos passos dos bancos centrais globais.
Impacto da alta de juros do BoJ no iene
A alta de 25 pontos-base anunciada pelo Banco do Japão já era amplamente esperada pelos analistas financeiros. Contudo, o mercado demonstrou ceticismo quanto à capacidade da instituição de elevar os juros para um patamar neutro.
A analista sênior da Swissquote, Ipek Ozkardeskaya, avaliou que o movimento foi insuficiente para convencer os investidores. Já o pesquisador sênior da Brookings Institution, Robin Brooks, afirmou que apenas o banco central japonês pode sustentar o iene a longo prazo.
Desempenho do dólar e das moedas globais
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, registrou leve queda de 0,02%, fechando aos 100,222 pontos. No entanto, na variação semanal, o indicador acumulou alta de 1,1% nos mercados internacionais.
No cenário interno brasileiro, o dólar fechou quase estável cotado a R$ 5,14, acumulando alta de 0,4% na semana. Durante a sessão, o Banco Central vendeu 50 mil contratos de swap cambial para fins de rolagem de vencimentos.
Destaque para o yuan chinês e o Fed
Enquanto o iene sofria pressões de baixa, o yuan chinês registrou seu melhor desempenho frente ao dólar em mais de quatro anos. O movimento foi impulsionado pelas robustas exportações do país asiático e pelo aval do banco central da China.
Nos Estados Unidos, o presidente do Fed de Kansas City, Jeff Schmid, defendeu a recente alta de juros promovida pelo Fomc. Segundo ele, a medida é essencial para combater a inflação persistente no país.
Perguntas Frequentes
Por que o iene se desvalorizou após a alta de juros?
O mercado considerou a elevação de 1% para 1,25% insuficiente para sinalizar um ciclo robusto de alta de juros pelo Banco do Japão.
Qual foi o impacto no dólar e no câmbio brasileiro?
O dólar operou sem direção única no exterior e fechou cotado a R$ 5,14 no Brasil, acumulando uma alta semanal de 0,4%.
Como o yuan chinês se comportou no mercado internacional?
O yuan registrou seu melhor desempenho frente ao dólar em mais de quatro anos, impulsionado por exportações fortes e apoio oficial.

