Preço de novos aluguéis residenciais perde força em agosto, mas avanço acumulado continua pressionando o orçamento das famílias
O mercado de locação residencial no Brasil registrou uma nova desaceleração no mês de agosto, com os valores avançando 0,55%. A alta mensal ficou abaixo dos 0,70% observados em julho, enquanto a inflação oficial medida pelo IPCA marcou uma deflação de 0,32% no mesmo período.
Apesar da perda de ritmo no curto prazo, o cenário ainda está longe de representar um alívio financeiro para quem busca um novo lar. Nos primeiros oito meses do ano, os contratos acumulam alta de 6,56%, patamar que supera o dobro da inflação oficial de 3,11%, conforme informação divulgada por INFOMONEY.
O levantamento foi realizado pela fundação Fipe em parceria com o Grupo OLX, monitorando anúncios de apartamentos prontos para locação em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais, servindo como um termômetro ágil da relação entre a oferta e a procura por moradia.
Comportamento do Índice FipeZAP em 12 meses
No acumulado de 12 meses, o Índice FipeZAP de locação residencial avançou 9,16%. O resultado fica abaixo da taxa de 4,22% registrada pelo IPCA no mesmo intervalo, mas evidencia que os novos contratos continuam subindo em ritmo superior ao da inflação geral da economia.
A economista do Grupo OLX, Mariangela Silva, aponta que o mercado de locação segue aquecido. Segundo a especialista, os juros elevados e o crédito imobiliário restritivo acabam postergando a compra da casa própria, mantendo a demanda aquecida por imóveis alugados.
Variação do aluguel nas capitais brasileiras
O comportamento dos preços varia bastante entre as diferentes regiões do país. Em agosto, 27 das 36 cidades monitoradas registraram alta nos valores dos aluguéis, com destaque para capitais como Vitória, Campo Grande e Natal.
No acumulado de 12 meses, todas as 22 capitais pesquisadas apresentaram alta nos preços da locação. Aracaju lidera o ranking com avanço expressivo de 21,61%, seguida por Fortaleza e Natal, enquanto São Paulo registrou uma alta mais moderada no período.
Demanda por apartamentos compactos e de dois quartos
Quando os dados são analisados por tamanho, os apartamentos de dois quartos lideram a valorização em 12 meses, com alta de 10,25%. As unidades de três dormitórios avançaram 9,65%, enquanto os imóveis de um quarto registraram alta de 8,50%.
O preço médio do metro quadrado chegou a R$ 54,47 em agosto, sendo liderado pelas unidades de um dormitório, que atingiram R$ 72,41 por metro quadrado. A alta procura por imóveis menores reflete a busca por um ticket total mais acessível no orçamento.
Perguntas Frequentes
Por que o aluguel continua subindo se a inflação desacelerou?
O preço do aluguel responde diretamente à lei de oferta e demanda. Com juros altos e crédito imobiliário restrito, muitas famílias adiam a compra da casa própria e continuam disputando os imóveis disponíveis para locação.
Qual foi o acumulado do Índice FipeZAP em 12 meses?
O Índice FipeZAP de locação residencial registrou uma alta acumulada de 9,16% em 12 meses, superando amplamente a inflação oficial medida pelo IPCA no mesmo período.
Quais capitais lideram a alta nos preços dos aluguéis?
No acumulado de 12 meses, Aracaju lidera o ranking das capitais com a maior alta nos preços dos aluguéis, seguida por Fortaleza, Natal, Teresina e Vitória.

