Estudo do Morgan Stanley aponta que empresas bem governadas superaram concorrentes na região desde 2010.
Empresas latino-americanas que adotam práticas exemplares de governança corporativa entregaram retornos expressivamente superiores aos de companhias com estruturas mais frágeis ao longo dos últimos quinze anos, conforme análise realizada pelo Morgan Stanley envolvendo 183 organizações da região.
De acordo com o levantamento divulgado pelo banco internacional, as corporações posicionadas no quartil superior superaram as do quartil inferior em impressionantes 224% desde o ano de 2010 em índices ponderados por valor de mercado, conforme informação divulgada por INFOMONEY.
A pesquisa reforça que a adoção de critérios sólidos de transparência e proteção aos acionistas funciona como um diferencial competitivo fundamental para a seleção de ações na América Latina, especialmente em mercados marcados por elevada concentração acionária e forte influência de controladores familiares ou estatais.
Brasil lidera ranking regional de governança
Entre os países avaliados pelo Morgan Stanley, o Brasil desponta como a principal referência em governança corporativa em toda a América Latina, apresentando as melhores pontuações regionais tanto em critérios de valor de mercado quanto em pesos iguais.
O relatório atribui esse desempenho de destaque à evolução regulatória do mercado nacional e ao papel histórico exercido pelo Novo Mercado da B3, que elevou significativamente os padrões de transparência e os direitos dos acionistas minoritários.
Concentração de controle é o principal desafio
Apesar dos avanços observados, o banco argumenta que o maior obstáculo atual na região não reside nas estruturas de múltiplas classes de ações, mas sim na forte concentração do controle societário nas mãos de poucos acionistas estratégicos.
O estudo aponta que o item relativo ao controle acionário recebeu a pior avaliação geral, com cerca de um terço das empresas registrando a nota mínima, enquanto o free float médio regional alcança apenas 56%, ficando muito abaixo da média global de 82%.
Empresas brasileiras em destaque no relatório
O levantamento destaca várias companhias brasileiras com pontuações elevadas, incluindo nomes como B3, Localiza, Vibra Energia, Companhia Paranaense de Energia, Lojas Renner, Totvs, Equatorial Energia, RD Saúde, Assaí e Ultrapar.
Além da performance superior na bolsa de valores, o banco identificou que as empresas mais bem governadas também apresentaram maior crescimento de receita e negociam com múltiplos mais atrativos, evidenciando uma geração de valor sustentável aos acionistas.
Perguntas Frequentes
Quanto as empresas com boa governança renderam na América Latina?
As companhias no quartil superior de governança superaram as do quartil inferior em 224% desde 2010 em índices ponderados por valor de mercado, segundo o Morgan Stanley.
Qual país lidera a governança corporativa na América Latina?
O Brasil é a principal referência regional, impulsionado pela evolução regulatória e pelo Novo Mercado da B3, que melhoraram a proteção aos acionistas minoritários.
Quais são os principais desafios de governança apontados pelo estudo?
O principal problema identificado pelo banco é a elevada concentração de controle societário e o baixo nível médio de ações em circulação no mercado, conhecido como free float.
Quais empresas brasileiras foram destacadas pelo Morgan Stanley?
O relatório destacou corporações como B3, Localiza, Vibra Energia, Lojas Renner, Totvs, Equatorial Energia e Ultrapar por suas práticas de governança.

