Estudo inédito da Serasa Experian mostra que guardar dinheiro não é sinônimo de controle e divide trabalhadores em quatro grupos distintos.

Uma nova pesquisa divulgada pela Serasa Experian nesta terça-feira revelou que a educação financeira e o hábito de guardar dinheiro nem sempre indicam um controle real das contas. O levantamento mapeou o comportamento de trabalhadores brasileiros em relação ao orçamento, planejamento e dificuldades diárias.

O estudo identificou quatro perfis distintos na população trabalhadora, demonstrando que a percepção de estabilidade pode ser enganosa. A análise considerou fatores como nível de endividamento, uso de crédito, composição familiar e o impacto do estresse financeiro no dia a dia.

Segundo Délber Lage, diretor de soluções de RH da Serasa Experian, a saúde financeira vai muito além da renda ou da simples capacidade de poupar recursos, conforme informação divulgada por seudinheiro.

Perfil vivem o agora e a falsa sensação de controle

O grupo classificado como vivem o agora apresenta uma alta percepção de controle financeiro, com nota média de 7,23 em uma escala de zero a dez. No entanto, 55% desses profissionais estão inadimplentes e 66% ficaram negativados nos últimos doze meses.

Esses trabalhadores costumam focar em experiências e necessidades de curto prazo, muitas vezes precisando de rendas extras para fechar o mês. O diretor Délber Lage aponta que essa postura pode pressionar gravemente as finanças futuras.

Desafios enfrentados pelo grupo de trabalhadores apertados

Em situação oposta, o grupo dos apertados reúne pessoas com grandes dificuldades orçamentárias, alta responsabilidade familiar e forte estresse financeiro. Apenas 13% desse público conseguem guardar dinheiro regularmente para o futuro.

A inadimpletência atinge 62% desses trabalhadores, sendo que 55% ficaram negativados recentemente. Para 91% deles, o parcelamento no comércio é a única alternativa para viabilizar compras, embora frequentemente seja usado para apagar incêndios emergenciais.

Comportamento do grupo organizando o futuro e consolidados

Do outro lado da tabela estão os perfis mais estruturados, formados pelos grupos organizando o futuro e consolidados. Entre os consolidados, 85% poupam regularmente e apenas 7% enfrentam problemas com inadimplência atualmente.

Esses cidadãos utilizam o crédito de maneira mais consciente e planejada, sem gerar pressão excessiva sobre o orçamento mensal. O estresse emocional relacionado ao dinheiro também é consideravelmente menor nesses segmentos.

Impacto do estresse financeiro na saúde mental e nas empresas

A Serasa Experian defende que os empregadores devem mapear essas diferentes realidades para oferecer pacotes de benefícios mais assertivos. O estresse financeiro afeta diretamente a saúde mental dos colaboradores e o ambiente corporativo.

Empresas precisam considerar esse componente no cotidiano organizacional, especialmente diante das atualizações normativas de segurança e saúde no trabalho, integrando o apoio financeiro ao bem-estar geral da equipe.

Perguntas Frequentes

O que revelou a pesquisa da Serasa Experian sobre os brasileiros?

O estudo identificou quatro perfis financeiros de trabalhadores e provou que guardar dinheiro nem sempre significa ter controle real das contas.

Quais são os quatro perfis financeiros mapeados pela Serasa?

Os grupos foram classificados como vivem o agora, apertados, organizando o futuro e consolidados.

Quem são os integrantes do perfil vivem o agora?

São trabalhadores em início de carreira focados no curto prazo que, apesar da alta autoconfiança financeira, apresentam altos índices de inadimplência.

Como os trabalhadores apertados utilizam o crédito?

Eles recorrem ao parcelamento principalmente para cobrir despesas emergenciais e aliviar pressões imediatas do orçamento familiar.